quinta-feira, 26 de abril de 2007

Vida


Tu és bela!
Tu és feia...
Tu és meiga!
Tu és áspera...

És a bela manhã de Primavera, a raiar.
És a feia tarde de Inverno.
És a meiguíssima nuvem branca num lindo céu azul.
És a aspérrima estrada, negra, que cobre
Os bons e os maus caminhos...

És um pássaro que paira no ar.
És uma roda que rola sem cessar.
És uma chama pecaminosa.
És velha... não!... Uma criança!

domingo, 22 de abril de 2007


No Outono
Dás-me a mão.
Eu seguro...
Cai a chuva,
O vento enfurece-se,
Morrern os pássaros,
O sol desaparece,
As flores afogam-se...

Tu não estás...
Nunca estiveste!
Eu fiquei.

Prendeste-me…
Nessa gaiola fiquei.

Sei que não era isso.
Perdi.
Soltei-me e aqui estou.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Sozinho olhas para nada




Sozinho olhas para nada
Onde vês tudo.
Estás sentado e ouves
a realidade que se vê...
Porquê tanto ensaio?
Gestos.
Espelhos.
Fotografia.

Gestos concebidos;
aparência falsa.

Mundo depravado de configurações!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Dor


Para lá das estradas brancas,
Estás tu.
Para cá das estradas negras,
Estou eu.
Dor de deixar...
Dor de ver...
“Não vás, minha linda!”
Abraças e,
Por dentro choro.
Adeus!