quando referes que um ano passou
e apenas falta mais um,
e nao serei mais "pequeno",
deixarei de ser menor.
Não quero deixar de ser
dependente, independência
acarreta dor, pensamento adulto.
Recuso a responsabilidade,
o dever e a obrigação.
Serei sempre o "menino"...
foi assim que sempre me trataram,
o som suave e monótono,
do diminutivo ao qual me habituei.
Basta-me apenas o ecoar de um som
parecido, identifico-me,
ficando tentando saber se,
é alguém a chamar por mim, mas...
é apenas a nostalgia e a saudade do passado,
a relembrar o quanto era feliz.
Leonardo
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Despersonificação
Vens sempre repentina com a madrugada
fria, solitária e apontas-me
como se eu fosse um pedaço de papel
que ao simples toque subtil e delicado
dos teus frágeis dedos
transforma-se em mil e uma coisas
que pensas e vês à tua maneira,
nada mais importa, és como
és, vês tudo menos a mim,
eu não sou mais
quem queria ser, despersonalizo-me
acabando sendo como sou e nada
mais importa, vejo tudo
e nada me vê.
Leonardo
fria, solitária e apontas-me
como se eu fosse um pedaço de papel
que ao simples toque subtil e delicado
dos teus frágeis dedos
transforma-se em mil e uma coisas
que pensas e vês à tua maneira,
nada mais importa, és como
és, vês tudo menos a mim,
eu não sou mais
quem queria ser, despersonalizo-me
acabando sendo como sou e nada
mais importa, vejo tudo
e nada me vê.
Leonardo
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Que sentimento é esse que
fica, que predura, que
consome, que insiste
em magoar. sentimento
bom, que acarreta dor
de prazer, o que é isto
que me faz feliz e infeliz, que traz
e leva, mais rápido
me consome até ao último
instante em que acompanhado me
sinto sozinho, em que no meu
lado escuro é claro e feliz.
Sentimento que fica do que fiz
e do que nao fiz, do que devia
ter feito mas nao fiz, mau
lado negro claro que nao quis
mas tenho e levo para onde vou.
Leonardo
domingo, 23 de dezembro de 2007
Desisto de ti
Venho por este meio dizer
Uma coisa inesperada
Não me restam forças,
Desisto de ti minha amada.
Adeus até um dia
Eu sempre amei sozinho
Agora segue com a tua vida
Que eu sigo meu caminho.
Nem me disseste porquê
Simplesmente foste embora
O motivo será o de eu
Ser feio por dentro e por fora.
O teu muro impenetrável
Uma porta apenas tinha
Nunca me deste a chave
Não foste nem serás minha.
Meu amor por ti continua
Desejo-te toda a felicidade
Mas nem olhas para mim
Deves odiar-me de verdade.
Só me resta chorar
Pelo que nunca terei
Não sei se é minha a culpa
Mas eu sempre te amei.
A esperança perdeu-se
E não irá voltar.
Tive-a por pouco tempo,
Agora fico a chorar.
A inveja apodera-se
Daquele que nada tem,
Sou um fraco invejoso
Não tenho nada também.
A luta não continua
A guerra já acabou,
Fica agora a vergonha
De um homem que nem lutou.
A batalha foi perdida
Os espojos não vou ter,
Se eles são melhores que eu
Nada posso fazer.
Se retirar é ser cobarde
Não nego, mas confesso
Reconheço então que sou
O maior cobarde que conheço.
Dénis Carmo
Uma coisa inesperada
Não me restam forças,
Desisto de ti minha amada.
Adeus até um dia
Eu sempre amei sozinho
Agora segue com a tua vida
Que eu sigo meu caminho.
Nem me disseste porquê
Simplesmente foste embora
O motivo será o de eu
Ser feio por dentro e por fora.
O teu muro impenetrável
Uma porta apenas tinha
Nunca me deste a chave
Não foste nem serás minha.
Meu amor por ti continua
Desejo-te toda a felicidade
Mas nem olhas para mim
Deves odiar-me de verdade.
Só me resta chorar
Pelo que nunca terei
Não sei se é minha a culpa
Mas eu sempre te amei.
A esperança perdeu-se
E não irá voltar.
Tive-a por pouco tempo,
Agora fico a chorar.
A inveja apodera-se
Daquele que nada tem,
Sou um fraco invejoso
Não tenho nada também.
A luta não continua
A guerra já acabou,
Fica agora a vergonha
De um homem que nem lutou.
A batalha foi perdida
Os espojos não vou ter,
Se eles são melhores que eu
Nada posso fazer.
Se retirar é ser cobarde
Não nego, mas confesso
Reconheço então que sou
O maior cobarde que conheço.
Dénis Carmo
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