Naquela linda manhã,
eu despertara como sempre,
saltei da cama com toda a energia e,
sem nada fazer, fui a correr
até ao baloiço que estava no jardim
à minha espera.
Esperava por mim
todos os dias. Mas, nesse dia, apercebera-me
que o baloiço tinha-se tornado pequeno.
As minhas pernas tocavam o chão e o baloiço,
já nao balançava como antes.
O baloiço agora dava lugar a um banco no qual eu
me sentava e relembrava os risos, a "festa" que
fazia sozinho na sua companhia... ele fora sempre
o meu melhor amigo, quem me acompanhou
durante a infância... o primeiro a dizer-me,
sem pronunciar uma única palavra, que eu tinha crescido.
Leonardo
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Recuso-me a crescer...
quando referes que um ano passou
e apenas falta mais um,
e nao serei mais "pequeno",
deixarei de ser menor.
Não quero deixar de ser
dependente, independência
acarreta dor, pensamento adulto.
Recuso a responsabilidade,
o dever e a obrigação.
Serei sempre o "menino"...
foi assim que sempre me trataram,
o som suave e monótono,
do diminutivo ao qual me habituei.
Basta-me apenas o ecoar de um som
parecido, identifico-me,
ficando tentando saber se,
é alguém a chamar por mim, mas...
é apenas a nostalgia e a saudade do passado,
a relembrar o quanto era feliz.
Leonardo
e apenas falta mais um,
e nao serei mais "pequeno",
deixarei de ser menor.
Não quero deixar de ser
dependente, independência
acarreta dor, pensamento adulto.
Recuso a responsabilidade,
o dever e a obrigação.
Serei sempre o "menino"...
foi assim que sempre me trataram,
o som suave e monótono,
do diminutivo ao qual me habituei.
Basta-me apenas o ecoar de um som
parecido, identifico-me,
ficando tentando saber se,
é alguém a chamar por mim, mas...
é apenas a nostalgia e a saudade do passado,
a relembrar o quanto era feliz.
Leonardo
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Despersonificação
Vens sempre repentina com a madrugada
fria, solitária e apontas-me
como se eu fosse um pedaço de papel
que ao simples toque subtil e delicado
dos teus frágeis dedos
transforma-se em mil e uma coisas
que pensas e vês à tua maneira,
nada mais importa, és como
és, vês tudo menos a mim,
eu não sou mais
quem queria ser, despersonalizo-me
acabando sendo como sou e nada
mais importa, vejo tudo
e nada me vê.
Leonardo
fria, solitária e apontas-me
como se eu fosse um pedaço de papel
que ao simples toque subtil e delicado
dos teus frágeis dedos
transforma-se em mil e uma coisas
que pensas e vês à tua maneira,
nada mais importa, és como
és, vês tudo menos a mim,
eu não sou mais
quem queria ser, despersonalizo-me
acabando sendo como sou e nada
mais importa, vejo tudo
e nada me vê.
Leonardo
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Que sentimento é esse que
fica, que predura, que
consome, que insiste
em magoar. sentimento
bom, que acarreta dor
de prazer, o que é isto
que me faz feliz e infeliz, que traz
e leva, mais rápido
me consome até ao último
instante em que acompanhado me
sinto sozinho, em que no meu
lado escuro é claro e feliz.
Sentimento que fica do que fiz
e do que nao fiz, do que devia
ter feito mas nao fiz, mau
lado negro claro que nao quis
mas tenho e levo para onde vou.
Leonardo
Subscrever:
Mensagens (Atom)