quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Adeus

Com uma pequena lágrima
perdi-te para sempre...
Dói tanto ver-te e não te poder ter de novo!

Olha para trás! Por favor!
Eu estou aqui...

Ai! Não vês que sofro?
Vê-me!

Amo-te!
Esta palavra está tão magoada...
Dizer amor faz doer o coração.

Estou aqui, meu querido.
Volta desse lugar que te acolhe,
que te prende para sempre.

Que lugar triste, escuro e frio...

Ai! Que sofrimento!
Que angústia é viver sem ti para me abraçar...
Choro por ti, que não mais voltarás...

Saudades.

Afinal, a morte é mesmo isso.

Onde quer que estejas, lembra-te:
Eu estou aqui.

Liliana

sábado, 2 de fevereiro de 2008

há dias assim...


Dias em que as palavras
tardam a sair, dias
banais em que secretamente
segregam-se um verso e
outro, e depois outro, e
no final, a génese de vários
versos que surgiram do
nada com gosto nostálgico,
proveniente do fundo
da alma, motivada por
uma melodia menos
alegre. No silêncio
da noite fria, aqueceu-se o coração,
erigiu-se uma personalidade
fantasiada, aniquilada, oculta,
desconhecida do mundo.
Leonardo

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Baloiço

Naquela linda manhã,
eu despertara como sempre,
saltei da cama com toda a energia e,
sem nada fazer, fui a correr
até ao baloiço que estava no jardim
à minha espera.
Esperava por mim
todos os dias. Mas, nesse dia, apercebera-me
que o baloiço tinha-se tornado pequeno.
As minhas pernas tocavam o chão e o baloiço,
já nao balançava como antes.
O baloiço agora dava lugar a um banco no qual eu
me sentava e relembrava os risos, a "festa" que
fazia sozinho na sua companhia... ele fora sempre
o meu melhor amigo, quem me acompanhou
durante a infância... o primeiro a dizer-me,
sem pronunciar uma única palavra, que eu tinha crescido.


Leonardo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Recuso-me a crescer...

quando referes que um ano passou

e apenas falta mais um,

e nao serei mais "pequeno",

deixarei de ser menor.

Não quero deixar de ser

dependente, independência

acarreta dor, pensamento adulto.

Recuso a responsabilidade,

o dever e a obrigação.

Serei sempre o "menino"...

foi assim que sempre me trataram,

o som suave e monótono,

do diminutivo ao qual me habituei.

Basta-me apenas o ecoar de um som

parecido, identifico-me,

ficando tentando saber se,

é alguém a chamar por mim, mas...

é apenas a nostalgia e a saudade do passado,

a relembrar o quanto era feliz.


Leonardo