segunda-feira, 6 de abril de 2009




Tentei voar
Procurei os melhores ventos
Deixei-me ir
Cai num jardim cheio de flores
flores vermelhas

Tão vermelhas como o teu e o meu sangue
Mas a cor não existia
e eu sentia
Fechei os olhos e voei
Olhei de olhos fechados e vi que eras tu
Estavas naquele banco de jardim
e nas tuas mãos fortes
a flor de jasmim
que seguravas para mim

Fechei os olhos e abracei

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quando fito o futuro de olhos postos no presente,

leves suspiros de esperança surgem,

que dias melhores serão todos aqueles

em que quando pensares que sou feliz,

feliz te fará também,

não saberei muito mais de ti do que sei agora,

e tu… nem de mim saberás...

Poemas de amor por mim escritos

a ti dedicados não serão mais proclamados.

será que algum dia me ouvirás aclamar por ti entre

gestos cegos e gritos surdos de prazer pagão!!!!!

Que futuro teríamos? Que seríamos? Se agora nem um só podemos ser...

Spots publicitários que me farão entristecer,

muitos hão-de vir, mas…

Mais triste me deixa, de ti saber sem que de mim saibas.




Leonardo

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


Passado algum tempo,
Desvendamos a subtil diferença
Entre a necessidade de nos vermos
E o hábito que se criou da nossa
Presença mútua.
Hoje senti mais vontade que
Ontem e menos que amanhã
De te ver, sentir, tocar, nem
que por breves instantes ter
a ilusão de te poder possuir
como se minha fosses…
Sentes? Consegue… sentir?
… o amor afinal…
Não é o que parece…
E eu que pensava que tínhamos tanto para dar…


Leonardo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


Neste breve silêncio
de interminável confusão
procuro-te.

Neste espaço minúsculo
que chamam Terra, não te encontro.

Não te sei procurar em lado nenhum.
Não te sei...
Mas sabia de ti quando
alegre sorria.
Sabia de mim quando
de ti sabia.

Para que sítio distante foste?

Perdi-me na confusão deste minúsculo espaço
que me acolhe
(desesperadamente)

Fujo.

Fito aquele horizonte que te pertence...
cheio de sonhos perdidos...

Ai! Vejo...
(...És tu aí nesse horizonte inatingível?)

Sabia de ti quando eras eu.
Não te sei
mais.



Liliana Martins